Estamos publicando a seguir o discurso proferido por Martaz Crutchfield, candidato a delegado do UAW na fábrica de caminhões da Ford em Dearborn, no Ato Online do Dia Internacional dos Trabalhadores de 2026, realizado pelo Comitê Internacional da Quarta Internacional (CIQI) e pelo World Socialist Web Site (WSWS) em 1º de maio.
Sou Martaz Crutchfield e vim falar no Primeiro de Maio para celebrar o nosso Dia Internacional de Solidariedade da Classe Trabalhadora. Quero começar manifestando apoio à campanha de Will Lehman para Presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Automobilística (UAW).
Cresci na zona leste de Detroit, em Michigan, na altura da 7 Mile I-75, onde, depois do ensino médio, entrei no mercado de trabalho para ajudar no sustento da minha família. E depois de 10 anos, comecei a trabalhar na Ford Motor Company, juntei-me à quinta geração da família na fábrica da Ford de Rouge, em Dearborn, Michigan.
Manifestantes na Rua Miller, em frente à fábrica de Rouge, fogem enquanto a polícia de Dearborn e funcionários da Ford lançam gás lacrimogêneo e disparam contra eles durante a Marcha da Fome da Ford de 1932.
Na carreira, participei de um comitê de segurança da empresa e de um comitê de fábrica do UAW. Esta semana estou me candidatando a delegado para representar meus colegas da fábrica de caminhões de Dearborn como membro da chapa dissidente na próxima Convenção Constitucional do UAW em junho.
Vi ferimentos e mortes horríveis em meus anos de trabalho. Eu vi uma mulher perder a mão em uma prensa. Conheci um homem que morreu no trabalho e há momentos em que até eu mal consigo me mexer depois do expediente.
Acabamos de completar um ano da morte de um homem chamado Ronald Adams Sr. na fábrica Stellantis Dundee. A esposa e filhos dele moram na rua onde cresci e, até hoje, não sabem por que ele foi esmagado até a morte no trabalho.
Todos os dias ouvimos falar de Donald Trump intensificando a guerra contra o Irã e agora ele quer que a Ford e a GM adaptem suas fábricas para a guerra, aumentando a exploração. As empresas, o governo e os sindicatos estão unindo forças para impor a ditadura nas fábricas e nas ruas.
Neste dia, nossa tarefa é clara. Construímos um comitê de base na DTP. Queremos controlar a segurança e as nossas condições de trabalho, tirando-as das mãos das empresas e de qualquer burocracia sindical. Rejeitamos as suas guerras.
Algumas considerações para finalizar. Insto todos os trabalhadores a criar comitês de base em seus locais de trabalho. Comece com colegas de confiança. Apoie Will Lehman e filie-se à Aliança Operária Internacional de Comitês de Base.
Para saber mais, acesse o site da campanha de Will: willforuawpresident.org.
